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Sobre Nós

Inaugurado em 2005, o Centro Espírita Casa de Adriana (Cecad) é voltado para o estudo e prática do Evangelho de Jesus. O Cecad está situado na Rua Desembargador Paulo Alonso, 905, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Sudoeste do Rio.

O Centro Espírita oferece palestras públicas, evangelização infanto-juvenil, atendimento fraterno, cursos de livros da doutrina espírita em diferentes horários e em quase todos os dias da semana, além de atendimento assistencial com o oferecimento de cestas básicas a famílias que necessitam.

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Desde 2020, as atividades ocorrem em um novo prédio no mesmo endereço, que abriga um ambiente ainda mais acolhedor e capaz de atender a todas as ações desenvolvidas pelo Centro Espírita. As novas instalações contam com um salão amplo para realização de palestras públicas, salas destinadas a atividades espirituais como evangelização e cursos, além de pátio. Todos os ambientes dispõem de ventiladores. Também há cantina, brechó e banheiros para os frequentadores.

O Cecad atualmente é presidido por Luzia Barbosa, mãe de Adriana, e conta com a colaboração de trabalhadores da casa. O Centro se mantém por meio da renda gerada pela cantina, pelo brechó, por eventos promovidos pela equipe e também com doações.

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A casa espírita nasce da vontade dos fundadores Adriano e Maria Luzia de homenagear a filha Adriana Macedo com uma instituição que praticasse os ensinamentos de Jesus, valorizados por ela. A jovem tinha grande elevação espiritual e é um grande exemplo de resignação e alegria. Adriana enfrentou um câncer e morreu em um acidente de trânsito aos 16 anos em 1998. O pai, Adriano, desencarnou em 2005, vítima de um câncer de próstata.

A mudança para se tornar uma casa espírita ocorre em 2022, respaldada pela espiritualidade. Durante os primeiros anos, o Centro funcionava como Instituto Casa de Adriana (Icad). Enquanto instituição filantrópica, reconhecida oficialmente em 2006, o Icad oferecia atendimento psicológico, fonoaudiologia e fisioterapia, além de cestas básicas, aulas de dança, de esportes e apoio escolar. Com um variado leque de atividades, o Instituto chegou a atender 250 crianças. Mesmo voltado à assistência social, o Instituto, preocupado com o desenvolvimento moral, oferecia palestras e evangelização à luz da doutrina de Cristo.

“Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus.”

– Jesus (Mateus  4-4)

Mentores Da Casa

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Eurípedes Barsanulfo

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Adriana

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Auta de Sousa

História Da nossa Querida Adriana

Adriana Macedo, nascida em 1982, viveu até os 16 anos deixando uma profunda marca de amor, fé e alegria. Desde cedo demonstrou espiritualidade, proximidade com Deus e forte ligação com os valores cristãos, fortalecidos na Igreja Católica e no Colégio Santa Marcelina. Bailarina e cantora, destacava-se pelo amor à arte e pela capacidade de transmitir paz e emoção, sendo reconhecida por sua grandeza espiritual ainda criança.

Aos 15 anos, enfrentou o osteossarcoma com coragem e fé, passando por quimioterapia, amputação da perna e cirurgias delicadas, sem jamais perder a alegria ou a confiança em Deus. Mesmo em meio ao sofrimento, louvava através do canto, tornando-se exemplo de resignação e esperança.

​Em 1998, consciente de sua partida iminente, despediu-se da família e das freiras do colégio. Após um acidente de carro e novas complicações de saúde, Adriana desencarnou em 11 de setembro de 1998, às 18h, cercada de amor.

Após sua partida, segue viva espiritualmente, atuando como mentora nos trabalhos do Cecad e comunicando-se por psicografias com sua mãe desde 2002. Sua mensagem central reafirma a imortalidade do espírito e a continuidade da vida, deixando como legado a certeza de que o amor e a fé transcendem a morte.

Mentora Auta de Souza 

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Auta de Souza nasceu em 12 de setembro de 1876, em Macaíba, no Rio Grande do Norte. Em uma época em que as mulheres tinham pouco espaço na literatura, destacou-se como uma importante poetisa brasileira, deixando uma obra marcada pela sensibilidade, espiritualidade e profundidade.

Estudou no Colégio São Vicente de Paulo, em Recife, onde aprendeu inglês e francês e desenvolveu seu interesse pela leitura e pela escrita. Aos 14 anos, porém, precisou interromper os estudos após apresentar os primeiros sintomas de tuberculose. 

De volta à sua cidade natal, continuou sua formação de maneira autodidata, dedicando-se à leitura dos grandes clássicos e à produção de poesias.

Mesmo enfrentando preconceitos em um ambiente literário predominantemente masculino, conseguiu publicar seus poemas e conquistou o reconhecimento de importantes escritores de sua época. Seu livro Horto recebeu prefácio de Olavo Bilac e tornou-se sua obra mais conhecida.

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Sua poesia apresenta características do romantismo e do simbolismo, abordando temas como saudade, perdas familiares, fé, amor e espiritualidade. Auta perdeu a mãe ainda criança, depois o pai e também o irmão Irineu, experiências que influenciaram profundamente sua obra. Luís da Câmara Cascudo chegou a considerá-la uma das grandes poetisas místicas do Brasil.

Profundamente espiritualizada e devotada a Jesus, Auta de Souza deixou poemas que posteriormente foram musicados, como Caminho do Sertão, Agonia do Coração e Meu Pai.

Auta de Souza faleceu em 7 de fevereiro de 1901, antes de completar 25 anos. Apesar de sua breve existência, deixou um importante legado para a literatura brasileira e tornou-se símbolo de fé, perseverança, sensibilidade e valorização da mulher. Sua vida e sua obra continuam inspirando estudos acadêmicos, ações humanitárias e trabalhos de auxílio aos mais necessitados.

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